segunda-feira, janeiro 5

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Sem pensar, apenas para poder guardar alguma coisa, com o intuito de desabafar no gigantesco anonimato da orbi urbi.
Sem sonhos nem esperanças nem ideias de ilusões.
Cru.
Nu.
Inatingível / imperceptível.
2009..
Uma cegueira nocturna instalada em mim e o sonho que hesita em não querer nascer.
Um nó por desatar desde que me conheço e uma inquietude que não tem explicação na lógica imperante.
Resvalo nas palavras à procura de sentido. Sempre. Para sempre.
Para sempre não é tempo demais quando se vive na infinita cognitividade da nossa deficiente criação.
Aqui fica o meu plano, sem pejo nem pudor, nem deus nem senhor à procura apenas de um meio que justifique o fim.

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